[resenha] “Pobre Não Tem Sorte” de Leila Rego
29 de novembro de 2010Autor: Leila Rego
Páginas: 207
Editora: All Print
Assunto: Literatura, romance
Definitivamente pobre não tem sorte. Mariana já sabia disso, claro. A rotina de economizar cada centavo, aproveitar promoções e montar diversas estratégias pra conseguir comprar uma bolsa Louis Vuitton (sim, só uma… pobre não tem sorte de poder comprar várias para variar conforme a roupa) ou o último lançamento de óculos de sol da Prada é mais do que exemplo disso! Ainda mais que ninguém da família dela valoriza todo o trabalho que ela tem para andar sempre com os melhores looks…
E por saber disso, ela devia ter desconfiado que era sorte demais que o solteiro mais cobiçado de Prudente estivesse completamente apaixonado por ela, que ele a tivesse pedido em casamento, que o apartamento que ela escolheu estivesse mobiliado do jeito que ela desejou e que o casamento dos sonhos estivesse todo planejado. Sim… Era sorte demais…
Apesar dessa falta de sorte por ter nascido na classe social errada, Mariana é uma personagem fantástica. Primeiramente por ser totalmente fora do comum: ela não tem qualquer pé na realidade. E a gente, claro, se diverte um bocado vendo a lista de prioridades dela. Mas apesar de ter os dois pés numa realidade alternativa, Mariana é engraçada, autêntica e com um objetivo claro de vida: corrigir o erro que o “Sr. Destino-cabeça-de-vento” cometeu quando ela nasceu.
O livro é muito divertido e de leitura leve, que não fica para trás de nenhum outro do gênero chick-lit. Se for pra recomendar um livro, recomendo esse!
“[...]empurro-o para fora e fecho a porta com a chave para que ele não entre e comece com esse papo maluco de novo.
É assim que se resolve um problema, minha amiga. Com postura e firmeza.” (página 11)
“O povo não esquece esse tipo de coisa tão rápido assim, sabia?
O ‘P.O.V.O. – Pessoas Ocupadas (demais) com a Vida dos Outros’ é uma raça muito cruel.” (página 18)
“E por essa razão ela não gosta de mim. E eu não gosto dela por tudo o que aquele ‘ah!’ me representou.” (página 55)
“Mariana? Pé no chão, por favor?!
Essa é a minha consciência falando. Ela adora me cercear.” (página 130)







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