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Razão e Sensibilidade
Autora: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Número de Páginas: 298
Gênero: Romance Histórico

“Jane Austen (1775-1817) – considerada uma das mais importantes representantes da literatura inglesa, ao lado de Shakespeare – passou toda a sua vida no interior de um diminuto círculo social, formado pela aristocracia rural.

Tematizando o dia-a-dia das pessoas comuns, com fina ironia e aguda percepção do ser humano inserido na sociedade da época, Austen introduziu o romance inglês na modernidade.

Razão e Sensibilidade (1811) é a história de duas irmãs – Elinor e Marianne, respectivamente a “racional” e a “sensível”- , as quais, em razão do falecimento do pai, têm de se adaptar a um estilo de vida mais modesto, em meio a uma sociedade inteiramente dirigida pelo status social.”

“Elinor e Marianne”

Com um misto de tristeza e orgulho revelo que este é o primeiro livro de Jane Austen que leio na vida. O início me pegou desprevenida, pois a leitura leve, divertida e inteligente prendeu-me na hora.

Interessante as oscilações de humor e opinião entre as páginas que um bom e completo livro pode causar.

Marianne, a sensível… Pura… Egoísta… Infantil… Inocente… Idiota.

Elinor, a racional… A irmã mais velha… O pau para toda obra… A sã… A sagaz… A coitada!

Ah, como senti  pena de Elinor, rodeada de patetas, de egocêntricos, de uma família desvairada. Como seria se EU vivesse em uma época onde um sorriso a mais à um certo rapaz fosse um noivado não declarado? Onde uma paixonite infantil fosse motivo de infelicidade eterna? Onde uma mãe faz atrocidades com os filhos e não se pode levantar a voz para se defender?

John é um boboca usado que nem fantoche por sua esposa, Fanny. Os Middleton tem bom coração mas irritam além do suportável. As irmãs Steele seriam perfeitas cobras-porcas se isso existisse. Willoughby é um falso, egoísta, medroso e patético. Edward só se mostrou firme pela causa errada, e mesmo quando conserta as coisas no fim, deixa claro que se o destino ou a interesseira da Lucy não interferisse em seus planos, viveria eternamente infeliz.

O único que se salva é o sofrível Coronel Brandon, que espera contra toda a desesperança pelo amor de Marianne. Na metade do segundo tempo(aproveitando o clima dessa copa infeliz) os personagens se definem, e finalmente a sensível Marianne encontra a felicidade por intermédio da razão e Elinor consegue um pouco de alegria nos braços de seu único amado.

Mas uma vez tive pena de Elinor, tendo como sogra a megera da Sra. Ferrars mais Fanny e Lucy como cunhadas. Na minha humilde visão, uma protagonista tão doce e dedicada jamais poderia ter um final tão triste e desolador.

Resumindo, amei a escritora Jane, fez-me rir e arrepiar em vários momentos. Posso dizer que gostei da estória, só fiquei meio decepcionada com alguns pontos. O próximo que desejo de Jane é “Persuasão” Será melhor? Conquistará-me de vez? Tomara…

“Razão e Sensibilidade” pode ser encontrado por R$12,00 na Livraria Cultura.

Indico a leitura por ser leve e de bom gosto.

Até a próxima!

Nanda Meireles




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